O Banco do Brasil sempre foi um dos maiores pilares do agronegócio brasileiro. Porém, nos últimos anos, algo mudou. A crise de crédito no campo, o aumento da inadimplência e a oscilação das ações do banco levantaram uma pergunta que muitos produtores e investidores estão se fazendo:
👉 O Banco do Brasil está em crise ou diante de uma grande oportunidade mal compreendida?
Neste artigo, você vai entender o que realmente está acontecendo, quais foram os erros do passado, os impactos no presente e o que esperar do futuro — tanto para o produtor rural quanto para quem investe em ações do BB.
O Papel do Banco do Brasil no Agronegócio Brasileiro
O Banco do Brasil é, historicamente, o maior financiador do agro no país. Ele concentra grande parte do crédito rural, financiamentos de máquinas, custeio de safra e investimentos em tecnologia agrícola.
Quando o agro cresce, o Banco do Brasil cresce junto.
Quando o agro sofre, o impacto aparece diretamente nos resultados do banco.
E foi exatamente isso que aconteceu no cenário pós-pandemia.
A Crise de Crédito no Agro: O Que Realmente Está Acontecendo?
Segundo o vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil, não se trata de uma crise de produção, mas sim de uma crise de crédito e fluxo de caixa.
A produção segue forte, a área plantada continua crescendo e o uso de insumos não despencou. O problema está em outro ponto:
📉 as contas chegaram ao mesmo tempo.
Pandemia, Máquinas Caras e Decisões Tomadas no Pico
Durante a pandemia, o cenário era completamente fora da curva:
- Máquinas agrícolas ficaram até 80% mais caras
- Colheitadeiras e tratores dispararam de preço
- Arrendamentos subiram de forma agressiva
- Crédito abundante e juros historicamente baixos
Produtores investiram, expandiram área, compraram tecnologia e assumiram dívidas acreditando que aquele cenário favorável iria durar.
Mas ele não durou.
Alta dos Juros e Commodities em Queda: A Conta Chegou
Com o fim da pandemia, vieram três golpes ao mesmo tempo:
- Alta da taxa Selic
- Normalização (e queda) dos preços das commodities
- Parcelas de financiamentos começando a vencer
O resultado?
📌 Estrangulamento do fluxo de caixa, especialmente para produtores altamente alavancados e arrendatários.
Quem Mais Sofreu com a Crise do Crédito Rural?
Nem todos foram impactados da mesma forma. Os mais afetados foram:
- Produtores com alto nível de endividamento
- Arrendatários com contratos caros
- Quem expandiu rápido demais no pós-pandemia
- Negócios com pouca margem para oscilações de mercado

Ou seja, o problema não é produzir, mas pagar investimentos feitos no pior momento possível.
Renegociação de Dívidas: Um Alívio Necessário
O Banco do Brasil passou a adotar medidas de renegociação, amparadas por medidas provisórias recentes, oferecendo um fôlego temporário aos produtores.
Essas renegociações ajudam a:
- Alongar prazos
- Reduzir pressão imediata no caixa
- Evitar aumento ainda maior da inadimplência
Mas não resolvem o problema estrutural sozinho.
E as Ações do Banco do Brasil? O Que o Mercado Está Vendo
Enquanto o crédito agro enfrenta dificuldades, as ações do Banco do Brasil começaram a chamar atenção dos investidores.
Após fortes quedas, o papel se recuperou, impulsionado por:
- Entrada de capital estrangeiro
- Dividendos elevados
- Preço considerado descontado
- Expectativa de lucros consistentes no médio prazo
Mesmo com riscos no curto prazo, o banco segue sólido.
Dividendos x Juros sobre Capital Próprio: O Detalhe Que Poucos Observam
O Banco do Brasil é conhecido por pagar muito Juro sobre Capital Próprio (JCP), o que ajuda a:
- Reduzir impostos para o banco
- Manter atratividade para investidores
- Suavizar impactos de resultados pressionados
Para o investidor, continua sendo uma fonte relevante de renda, mesmo em cenários turbulentos.
Banco do Brasil: Crise ou Oportunidade Roubada?
No fim das contas, o que vemos é um banco forte, mas pressionado por decisões tomadas em um cenário excepcional.
👉 Para o produtor rural:
É hora de gestão, renegociação e cautela, não de desespero.
👉 Para o investidor:
Pode existir uma oportunidade interessante, desde que se aceite volatilidade no curto prazo.
O agro brasileiro segue produzindo. O sistema não quebrou. Ele está se reorganizando.
Conclusão: O Agro Continua Forte, Mas Mais Exigente
A crise atual não é o fim do agronegócio nem do Banco do Brasil.
É um ajuste duro, porém necessário.
Quem aprender com os erros do passado, ajustar o modelo de crescimento e cuidar do fluxo de caixa, tende a sair mais forte do outro lado.
E como sempre acontece no mercado:
📌 as melhores oportunidades surgem nos momentos de maior desconforto.





