Terras no Paraguai: Por Que Produtores Brasileiros Estão Investindo Cada Vez Mais no País

O Paraguai deixou de ser apenas um vizinho discreto do Brasil para se tornar um dos destinos mais promissores para produtores rurais e investidores do agronegócio. Seja para quem planta soja, cria gado ou busca proteção patrimonial, as terras paraguaias estão chamando atenção — e não é por acaso.

Neste artigo, você vai entender como funciona a compra de terras no Paraguai, quais são as vantagens reais, os cuidados essenciais e por que essa pode ser uma das melhores decisões estratégicas da sua vida rural.

Por Que o Paraguai Está no Radar do Agronegócio Brasileiro

Apesar de pequeno em território, o Paraguai é gigante em oportunidades. O país já figura entre os maiores produtores de grãos do mundo e possui características que atraem produtores experientes:

  • Solo fértil e produtivo
  • Custo operacional mais baixo
  • Menor carga tributária
  • Ambiente favorável ao agronegócio

Tudo isso cria um cenário extremamente competitivo quando comparado ao Brasil.

Como é o Solo no Paraguai e Por Que Ele Faz Diferença

Ao entrar no Paraguai, muitos produtores se surpreendem com o solo. Em várias regiões, ele é muito semelhante ao do Paraná, com terra vermelha e roxa, rica em nutrientes.

Dependendo da localização, a produtividade pode ser até duas vezes maior por hectare, o que impacta diretamente no lucro final da operação. Não é apenas uma questão fiscal: o solo trabalha a seu favor.

Produzir Soja e Criar Gado no Paraguai: Vale a Pena?

Sim, e muito. Para quem trabalha com soja ou pecuária, os números chamam atenção:

  • Custo médio por hectare da soja: entre US$ 500 e US$ 900
  • Insumos e tecnologias: até duas vezes mais baratos
  • Facilidade de acesso a máquinas e defensivos

Esse conjunto reduz drasticamente o custo por hectare e aumenta a margem de lucro, mesmo em cenários de preços mais apertados.

Impostos no Paraguai: Um Abismo em Relação ao Brasil

Aqui está um dos pontos mais decisivos.

No Paraguai, o imposto sobre a renda rural é de apenas 10% sobre o lucro real. Ou seja, você só paga imposto sobre aquilo que efetivamente ganhou.

Além disso, não existem:

  • Imposto pesado sobre propriedade rural (como o ITR brasileiro)
  • Contribuições sindicais obrigatórias para pessoa física rural

Isso transforma a produção no Paraguai em uma estratégia de eficiência fiscal e proteção patrimonial.

Regras Importantes Para Comprar Terras no Paraguai

Nem tudo é simples — e aqui entra a importância da informação correta.

O Paraguai restringe a compra de terras por estrangeiros em áreas até 70 km das fronteiras com Brasil, Bolívia e Argentina. Há exceções, como:

  • Residência permanente após 5 anos
  • Autorizações especiais

Ignorar essas regras pode gerar prejuízos enormes. Por isso, assessoria especializada não é luxo, é necessidade.

Regiões Mais Baratas e o Segredo da Valorização

Existe um detalhe que poucos contam:
As áreas mais baratas estão em regiões extremas do país, com acesso mais difícil e pouca infraestrutura atual.

Mas é exatamente aí que mora a oportunidade.

Essas regiões fazem parte do traçado do Corredor Bioceânico, que ligará o Atlântico ao Pacífico, transformando o Paraguai em um dos maiores hubs logísticos da América do Sul.

👉 Quem compra agora:

  • Compra barato
  • Produz bem
  • Vê a terra se valorizar múltiplas vezes

Logística, Infraestrutura e Valorização Acelerada

Com a chegada de:

  • Pavimentação de estradas
  • Investimentos em logística
  • Rotas de exportação mais curtas

O custo de transporte tende a cair e o valor das propriedades a subir rapidamente. É o tipo de investimento que une produção + valorização patrimonial.

Cuidados Essenciais Para Não Ter Prejuízo

Antes de comprar qualquer terra no Paraguai, fique atento:

  • ❌ Não compre terras próximas à fronteira sem autorização
  • ❌ Nunca confie apenas em “posse antiga”
  • ❌ Verifique a origem do título e possíveis pendências
  • ✅ Faça due diligence completa
  • ✅ Conte com assessoria local especializada

Esses cuidados evitam dores de cabeça e garantem segurança jurídica.

Conhecer de Perto Faz Toda a Diferença

Por mais informações que você tenha, ver a terra com os próprios olhos muda tudo. Conversar com produtores locais, analisar a produtividade e entender a região na prática é essencial antes de investir.

Por isso, muitos investidores optam por expedições de negócios, que permitem avaliar oportunidades reais antes de fechar qualquer negócio.

Conclusão: O Paraguai Pode Ser Seu Próximo Passo Estratégico

Investir em terras no Paraguai não é fuga, é estratégia.
É pensar no longo prazo, proteger patrimônio, reduzir impostos e produzir com mais eficiência.

O país está em pleno desenvolvimento, e quem chega antes colhe mais frutos.

Os Caminhos Perigosos da China na América do Sul: Infraestrutura, Poder e Dependência

A China está avançando silenciosamente sobre a América do Sul — não com tanques ou soldados, mas com portos, ferrovias, investimentos bilionários e controle logístico. O que parece apenas um projeto de eficiência comercial esconde uma estratégia geopolítica profunda, capaz de redesenhar o poder econômico e político do continente.

Neste artigo, você vai entender o que está por trás dos megaempreendimentos chineses, quais os riscos para o Brasil e por que especialistas alertam para uma possível dependência estratégica perigosa.

🌏 A Nova Rota Chinesa na América do Sul: Muito Além do Comércio

A China vem construindo um corredor logístico inédito na América do Sul, conectando dois grandes projetos:

  • O Porto de Chancay (Peru)
  • A Rota Bioceânica (Brasil–Atlântico–Pacífico)

O objetivo oficial é reduzir custos logísticos e criar alternativas ao Canal do Panamá. Porém, na prática, o plano vai muito além disso.

Essas obras fazem parte da Belt and Road Initiative (BRI), conhecida como a Nova Rota da Seda, um projeto global do governo chinês para expandir sua influência econômica, política e estratégica pelo mundo.

Porto de Chancay: O Novo Hub Chinês no Pacífico Sul

Inaugurado em novembro de 2024, o Porto de Chancay, no Peru, recebeu investimentos estimados em US$ 3,5 bilhões.

Principais características do porto:

  • Capacidade para navios de grande porte
  • Operações altamente automatizadas
  • Zonas logísticas integradas
  • Ligação direta entre Ásia, Andes e Cone Sul

Na prática, o porto transforma o Peru em um hub estratégico para exportações sul-americanas, permitindo que cargas sigam diretamente para a Ásia sem passar pelo Canal do Panamá.

🚆 A Rota Bioceânica: O Plano Chinês para Cruzar o Brasil por Terra

Complementando o porto peruano, a China aposta na Rota Bioceânica, uma ferrovia que cruzaria o Brasil, ligando áreas produtoras do interior aos portos do Pacífico e do Atlântico.

O que essa rota representa?

  • Redução de gargalos logísticos
  • Menor dependência do Canal do Panamá
  • Maior controle chinês sobre o escoamento de grãos
  • Integração direta entre o campo brasileiro e a Ásia

Com isso, alimentos produzidos no Brasil poderiam atravessar o continente por terra, garantindo à China um plano B logístico diante de crises climáticas, congestionamentos ou tensões políticas envolvendo os Estados Unidos.

🌽 Segurança Alimentar Chinesa: O Verdadeiro Objetivo

Por trás de toda essa infraestrutura está um objetivo central: garantir a segurança alimentar da China.

Com uma população que disputa com a Índia o posto de mais numerosa do planeta, Pequim busca controlar a origem, o transporte e o preço dos alimentos que consome.

Isso significa:

  • Controle sobre países produtores
  • Dependência econômica crescente
  • Poder de barganha sobre preços e contratos

🧠 Dependência Silenciosa: O Jogo Geopolítico de Pequim

A estratégia chinesa não é barulhenta. Ela avança em silêncio, usando capital e infraestrutura para tornar governos e empresas dependentes financeiramente.

Com isso:

  • Exportadores sul-americanos passam a depender do mercado chinês
  • Governos se tornam reféns de investimentos externos
  • Condições comerciais passam a seguir os interesses de Pequim

Não se trata apenas de logística. Trata-se de soberania econômica.

🇧🇷 O Caso do Brasil: Porto de Santos na Mira Chinesa

No Brasil, o ponto central dessa estratégia é o Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina e principal via de exportação do agronegócio brasileiro.

A presença chinesa em Santos inclui:

  • Terminal de grãos STS11, adquirido pela COFCO
  • Investimento de cerca de US$ 285 milhões
  • Triplicação da capacidade de embarque de soja e milho
  • Integração logística do campo até o porto

O foco é claro: garantir fornecimento direto e contínuo para a China.

🏗️ Infraestrutura Estratégica: Muito Além dos Grãos

A atuação chinesa não se limita aos grãos. Empresas chinesas demonstram interesse em:

  • Terminais de contêineres (STS10)
  • Túnel Santos–Guarujá, com participação da China Communications Construction Company (CCCC)
  • Controle de cadeias logísticas completas
  • Redução da dependência do dólar em transações internacionais

Esse conjunto amplia o poder chinês sobre o comércio geral, não apenas o agronegócio.

⚠️ Riscos para o Brasil: Desindustrialização e Dependência

Especialistas alertam que esse modelo pode gerar:

  • Desindustrialização
  • Dependência excessiva de commodities
  • Perda de autonomia logística
  • Vulnerabilidade geopolítica

Quando um país controla infraestrutura crítica, ele passa a influenciar decisões estratégicas de longo prazo.

🧩 Conclusão: O Preço Pode Chegar Mais Cedo do Que Parece

A China avança rápido e com estratégia clara. Ao controlar portos, ferrovias e terminais, Pequim fortalece sua posição como potência global, enquanto países sul-americanos assumem riscos crescentes.

Como diz um velho ditado do interior do Brasil:

“Em caminho de paca, tatu caminha dentro.”

Ignorar os sinais pode custar caro.

O Que a Crise na Venezuela Muda no Xadrez do Agronegócio Brasileiro?

A política internacional pode parecer distante da porteira para fora, mas, na prática, ela influencia diretamente o preço do dólar, das commodities, dos insumos agrícolas e das exportações brasileiras. A recente crise política na Venezuela, intensificada por uma mudança drástica no cenário de poder e pela disputa entre Estados Unidos, China e Rússia, reacendeu um alerta importante no agronegócio brasileiro.

Mas afinal, o que realmente muda para o produtor rural, exportador e empresário do agro no Brasil?
É isso que você vai entender neste artigo.

📌 Entendendo o Contexto: Por Que a Venezuela Está no Centro do Jogo Global?

A Venezuela possui a maior reserva de petróleo do mundo, superando até mesmo países como Arábia Saudita e Rússia. Durante anos, porém, essa riqueza foi mal explorada, o que levou o país a uma crise econômica profunda.

Nos últimos anos:

  • A produção de petróleo despencou
  • A infraestrutura foi sucateada
  • O país se tornou altamente dependente de parceiros externos, como China e Rússia

Com a mudança no comando político e a entrada direta dos Estados Unidos nesse tabuleiro, o cenário global de energia e comércio começou a se reorganizar.

E quando o petróleo se mexe, todo o agronegócio sente.

🛢️ Petróleo, Dólar e Insumos: Onde o Agro Brasileiro Entra Nessa História?

O petróleo é um dos principais formadores de custo do agro. Ele impacta diretamente:

  • Fertilizantes
  • Defensivos agrícolas
  • Transporte
  • Energia
  • Logística de exportação

Se a Venezuela voltar a produzir petróleo em larga escala, a tendência global é de maior oferta, o que pode:

  • Reduzir o preço do barril
  • Diminuir pressão inflacionária
  • Contribuir para estabilidade do dólar no médio prazo

Para o produtor rural brasileiro, isso pode significar alívio nos custos, especialmente em um momento de margens mais apertadas.

🌾 Exportações Brasileiras em Alerta: O Caso do Arroz

Um ponto pouco comentado, mas extremamente relevante, é o comércio agrícola entre Brasil e Venezuela.

👉 A Venezuela é um dos maiores importadores de arroz brasileiro, especialmente do Rio Grande do Sul.
Em alguns anos, chegou a representar mais de 13% das exportações totais do produto.

Com a instabilidade política:

  • Contratos podem ser revistos
  • Compras podem ser postergadas
  • O mercado fica em compasso de espera

Apesar disso, há um fator de equilíbrio: as principais tradings envolvidas são norte-americanas, o que reduz o risco de ruptura abrupta no curto prazo.

📊 Geopolítica e Commodities: Risco ou Oportunidade?

Crises internacionais costumam gerar volatilidade nos mercados financeiros, e isso inclui:

  • Oscilações no Ibovespa
  • Movimentos no dólar
  • Reações nas bolsas internacionais

Para o agro, isso traz dois cenários possíveis:

🔴 Riscos

  • Instabilidade cambial
  • Aumento momentâneo do custo dos insumos
  • Insegurança em contratos internacionais

🟢 Oportunidades

  • Aceleração de acordos comerciais (como Mercosul–União Europeia)
  • Maior competitividade do agro brasileiro
  • Abertura de novos mercados caso a Venezuela se recupere economicamente

🤝 O Brasil no Meio do Tabuleiro Internacional

O Brasil adotou uma postura de prudência diplomática, evitando confrontos diretos, mas mantendo diálogo com todas as partes envolvidas.

Essa postura estratégica permite ao país:

  • Manter relações comerciais ativas
  • Evitar retaliações tarifárias
  • Se posicionar como fornecedor confiável de alimentos

No cenário atual, o agro brasileiro continua sendo visto como ativo estratégico global, especialmente em um mundo que busca segurança alimentar.

🌱 O Que o Produtor Rural Precisa Fazer Agora?

Mais do que nunca, o produtor precisa agir como empresário rural, atento ao que acontece fora da fazenda.

Algumas atitudes essenciais:

  • Acompanhar o mercado internacional
  • Planejar custos com margem de segurança
  • Diversificar canais de venda
  • Proteger o caixa contra oscilações cambiais

Quem entende o cenário global sai na frente — não pelo medo, mas pela antecipação estratégica.

🔎 Conclusão: A Crise na Venezuela Afeta o Agro Brasileiro?

Sim, afeta.
Mas não de forma simples ou direta.

A crise na Venezuela não é apenas política, ela é:

  • Energética
  • Comercial
  • Geopolítica
  • Econômica

Para o agronegócio brasileiro, o impacto pode variar entre alerta de curto prazo e oportunidade de médio e longo prazo. O segredo está em entender o contexto, não apenas a manchete.

No agro moderno, quem olha o mundo, protege melhor a fazenda.

Nova Zelândia: O Segredo do Agro Mais Lucrativo do Mundo.

A Nova Zelândia é frequentemente citada como um dos maiores exemplos de eficiência e rentabilidade no agronegócio mundial. Mas como um país pequeno, distante dos grandes centros econômicos e com apenas 4,5 milhões de habitantes conseguiu transformar vacas em carros — literalmente — e se tornar uma potência global em produção de leite?

Neste artigo, você vai entender a trajetória, o modelo de produção, as reformas econômicas e as estratégias que levaram a Nova Zelândia ao topo do agronegócio mundial.

Um País Pequeno Com Resultados Gigantes

A Nova Zelândia é uma ilha localizada no Pacífico Sul, conhecida por suas paisagens exuberantes, estradas impecáveis e baixíssimos índices de violência. Embora seja geograficamente pequena, ela responde por cerca de 30% de toda a produção mundial de leite, um feito extraordinário para uma nação tão jovem.

Com uma renda per capita de aproximadamente US$ 48 mil e figurando entre os 20 melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do planeta, o país se destaca tanto pela qualidade de vida quanto pela eficiência no campo.

Condições Naturais Que Favorecem o Agro

A ilha apresenta características naturais que criam o ambiente ideal para a produção de leite:

  • Clima ameno, com temperaturas entre 10°C e 20°C.
  • Chuvas bem distribuídas ao longo do ano.
  • Relevo suavemente ondulado, perfeito para o pastejo rotacionado.
  • Baixa incidência de pragas e doenças, por ser uma ilha isolada.

Esses fatores permitem que pastagens perenes, como o ryegrass, cresçam com alta qualidade nutricional e baixo custo de manejo.

O Ponto de Virada: A Revolução Econômica dos Anos 1980

Apesar das vantagens naturais, a Nova Zelândia viveu um período de estagnação até a década de 1980. A economia dependia de subsídios, era excessivamente regulada, fechada e pouco eficiente — um cenário semelhante a vários países emergentes.

Tudo mudou quando um governo com visão reformista tomou medidas ousadas:

  • Eliminação de subsídios agrícolas
  • Redução da burocracia
  • Abertura da economia
  • Fim de tarifas protecionistas
  • Cortes significativos nos gastos estatais

Essas medidas chocaram o mundo e transformaram a Nova Zelândia na economia mais desregulamentada e livre do planeta, segundo a revista The Economist.

O resultado foi imediato: aumento de produtividade, ganho de competitividade e explosão das exportações — especialmente no setor de laticínios.

Cooperativismo Forte: O Nascimento da Fonterra

Com o fim dos subsídios, os produtores precisaram se organizar para sobreviver. Foi assim que surgiram cooperativas robustas, culminando na criação da Fonterra, hoje a maior empresa láctea do mundo.

A Fonterra:

  • Reúne 10.500 produtores
  • Processa 22 bilhões de litros de leite por ano
  • Movimenta mais de 20 bilhões de dólares neozelandeses
  • Responde por 95% das exportações de laticínios do país

E o mais interessante: os produtores são donos da cooperativa. Cada um possui cotas proporcionais ao volume de leite entregue, participando diretamente dos lucros e decisões estratégicas.

Eficiência na Produção: Vacas Que São Uma Máquina de Lucro

Um dos grandes diferenciais do sistema neozelandês é a produção totalmente alinhada à natureza.

Sincronização do Parto

  • 95% dos produtores sincronizam o parto para a primavera.
  • As vacas aproveitam pastagens mais nutritivas durante quase todo o ano.
  • O custo com ração industrial é drasticamente reduzido.

Custo de Produção Ultra Baixo

Entre US$ 0,25 e US$ 0,35 por litro de leite, metade da média mundial.

Genética de Alta Performance

As raças Jersey e Kiwi Cross dominam o país, selecionadas para:

  • Alta conversão alimentar
  • Maior volume de sólidos lácteos
  • Melhor eficiência reprodutiva

Leite Mais Valioso

Enquanto a média brasileira tem cerca de 6,6% de sólidos, na Nova Zelândia o leite chega a 8,4%, o que resulta em:

  • Mais rendimento industrial
  • Menor custo logístico
  • Maior valor de exportação

Sustentabilidade Como Pilar do Sistema

A Nova Zelândia investe pesado em práticas ambientais avançadas:

  • Aditivos para reduzir emissões de metano
  • Manejo de água rigoroso
  • Cercamento de nascentes
  • Plantio de faixas de proteção
  • Auditorias ambientais nas fazendas

Hoje, mais de 30% do território é composto por áreas preservadas, demonstrando que é possível unir produtividade e conservação.

Como Vacas Viram Carros? O Segredo da Vantagem Comparativa

Mesmo sem ter nenhuma fábrica de automóveis, a Nova Zelândia é um dos países mais motorizados do mundo. Isso acontece porque:

  • Exporta leite de alto valor para China, Japão e Coreia do Sul
  • Importa carros baratos e de ótima qualidade desses mesmos países

Em 2023:

  • US$ 12,4 bilhões em exportações de lácteos
  • US$ 5,2 bilhões em importações de veículos

A diferença positiva financia o consumo interno de bens de alto valor agregado — incluindo carros.

O Brasil Pode Fazer Igual? A Reflexão Final

O caso da Nova Zelândia mostra que:

  • Um país pequeno pode se tornar gigante ao focar naquilo que faz melhor.
  • Cooperativas bem estruturadas aumentam o poder dos produtores.
  • Liberdade econômica estimula produtividade.
  • Tecnificação, gestão e eficiência são mais importantes do que subsídios.

Agora imagine o que o Brasil, com suas dimensões continentais, clima diverso, solo fértil e um dos maiores potenciais agroambientais do planeta, poderia alcançar com:

  • Menos burocracia
  • Mais tecnologia
  • Melhor gestão pública
  • Incentivo à inovação no campo

A experiência da Nova Zelândia é um convite para refletirmos sobre o futuro do agro brasileiro.

🌧️ Devastação no Sudeste Asiático: Chuvas Extremas Já Deixam Mais de 1.500 Mortos.

Países como Indonésia, Malásia e Tailândia foram os mais afetados pela tempestade tropical que se formou de maneira inesperada na região.

Durante uma semana, chuvas torrenciais, ventos intensos e enchentes devastaram diversas províncias, causando:

Enchentes repentinas

Deslizamentos de terra

Interrupção de estradas e rotas de acesso

Danos estruturais severos

Na Indonésia, o cenário é ainda mais crítico: mais de 28 mil casas foram danificadas, e aproximadamente 1,4 milhão de pessoas foram diretamente atingidas.

📍 Número de Mortes Aumenta a Cada Dia

Os dados atualizados indicam:

502 mortos na Indonésia, com 508 desaparecidos

100 mortes na Tailândia

3 mortes na Malásia

As autoridades locais alertam que este número deve continuar crescendo à medida que as equipes de resgate avançam em áreas isoladas e soterradas.

🌪️ Tufões Mais Fortes e Monções Prolongadas: O Que Está Acontecendo?

Segundo meteorologistas, a origem dessa devastação está no aquecimento anormal das águas oceânicas na região — um fator que intensifica a formação de tufões e ciclones tropicais.

🔥 Águas extremamente aquecidas

As temperaturas elevadas do Oceano Índico e do Pacífico alimentam tempestades mais fortes e frequentes.

🌧️ Monções prolongadas

O ciclo das monções, que normalmente termina em outubro, se estendeu até novembro e início de dezembro, aumentando o volume de chuvas acima do normal.

O resultado combina dois fenômenos perigosos:

Tufões mais poderosos

Chuvas persistentes e contínuas

Segundo especialistas, mais de 10 milhões de pessoas já foram afetadas pelos eventos extremos.

🌎 Imagens de Satélite Mostram Novo Tufão Rumo ao Vietnã

As últimas imagens de satélite revelam a aproximação de um novo tufão em direção ao Vietnã, ameaçando novamente áreas produtoras de café, especialmente do tipo robusta, fundamental para o abastecimento global.

Além disso, Filipinas, Indonésia e Tailândia continuam cobertas por extensas áreas de nuvens carregadas, sem expectativa de alívio imediato.

🇧🇷 E No Brasil? Saiba Como Fica o Clima nos Próximos Dias

Enquanto a Ásia sofre com a devastação, o Brasil também enfrenta mudanças importantes no padrão climático.

🌬️ Ciclone e Temporais Entre Terça e Quarta-feira

Uma ciclogênese deve formar um ciclone extratropical entre o Sul e Sudeste do país, trazendo:

Risco de granizo

Rajadas de vento acima de 100 km/h

Temporais intensos

Aumento da umidade e queda de temperatura no centro-sul

Produtores rurais devem redobrar a atenção com a segurança no campo neste período.

🌧️ Volta da Chuva para SP, MG, ES e Matopiba

O sistema vai canalizar grande volume de umidade para:

Mato Grosso

Minas Gerais

Espírito Santo

Matopiba (MA, TO, PI, BA)

Estimativa de chuva:

50 a 70 mm em 5 dias para grande parte dessa região

100 a 150 mm no sul da Bahia, norte de Minas e Espírito Santo

Esses volumes podem prejudicar a operação no campo, especialmente colheita e manejo.

🌡️ Calor Intenso no Nordeste e Alívio no Centro-Sul

Enquanto temporais ganham força no Sudeste, o agreste nordestino segue com calor extremo, registrando:

35º a 36ºC de temperatura máxima

Já no Centro-Sul:

Temperaturas ficam abaixo dos 30ºC

Após picos de até 40ºC no Mato Grosso do Sul

🌦️ Previsão para os Próximos Dias
☔ Interior de São Paulo

Chuva moderada nos próximos dias (20 a 30 mm)

Volume mais expressivo previsto entre 8 e 12 de dezembro

Acumulado total pode ultrapassar 60 a 70 mm

☔ Paraná, Mato Grosso e Rondônia

Boas chuvas entre 50 e 70 mm em 5 dias

⚠️ Atenção: risco de granizo permanece elevado
📰 Conclusão: Um Mundo Cada Vez Mais Impactado Pelo Clima Extremo

Os eventos recentes no Sudeste Asiático e no Brasil mostram como o clima está cada vez mais imprevisível e destrutivo. O Agro Feudo seguirá acompanhando de perto as atualizações, trazendo informações essenciais para produtores, investidores e todos que dependem da estabilidade climática para planejar suas atividades.

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