Pasto Passado Está Travando Suas Novilhas? O Erro Silencioso Que Derruba o Ganho de Peso na Recria

Você pode estar investindo em suplemento, genética e manejo — e mesmo assim suas novilhas não ganham peso.
O motivo pode estar bem debaixo dos seus pés: pasto passado demais.

Esse é um dos erros mais comuns (e caros) da recria de novilhas no Brasil. Neste artigo, você vai entender por que a novilha não aguenta pasto passado, como identificar o problema na prática e o que fazer para destravar o ganho de peso e aumentar a lucratividade da fazenda.

🚨 Por Que Pasto Passado Trava a Recria de Novilhas?

Pasto alto, bonito e “sobrando” não significa pasto bom — principalmente para novilhas em crescimento.

A novilha tem:

  • Boca menor
  • Bocado mais delicado
  • Menor capacidade de aproveitar talo duro

Ou seja, pasto passado é comida de vaca adulta, não de novilha, bezerrinha ou animal em fase de recria.

Quando o capim passa do ponto:

  • A folha fica dura
  • O talo domina
  • A digestibilidade cai
  • O consumo despenca

👉 Resultado: GMD baixo, recria travada e prejuízo silencioso.

🦷 A Diferença da Boca da Novilha para a Vaca Adulta

Esse detalhe faz toda a diferença no manejo.

A boca da novilha é:

  • Mais macia
  • Menos agressiva
  • Feita para colher folha tenra, não talo grosso

Se ela não consegue capturar a ponta de folha com facilidade, ela:

  • Anda demais no pasto
  • “Peneira” o capim
  • Come pouco
  • Perde desempenho

Ganho de peso começa no bocado, não no cocho.

🌱 Altura de Pastejo Correta: O Segredo do GMD Ajustado

A altura do pasto define a qualidade do bocado — e isso define o ganho médio diário (GMD).

Veja alguns exemplos práticos:

Braquiária (Braquiarão)

  • Altura ideal: 20 a 40 cm
  • A novilha colhe a ponta dos 40 cm, não de 1 metro

Panicum (Mombaça, Zuri, Quênia, MG5)

  • Altura máxima: 70 a 80 cm
  • Passou disso → virou problema

Capins híbridos (ex: Mavuno)

  • Manejo ideal: 20 a 40 cm
  • Alta proteína e digestibilidade quando bem manejado

📌 Capim de 1,5 m não é sobra, é erro de manejo.

📉 Como o Pasto Passado Derruba o Consumo e o GMD

Quando a novilha é obrigada a:

  • Comer folha + talo
  • Derrubar touceira
  • Mastigar capim duro

O que acontece?

  • O consumo de matéria seca cai
  • O suplemento não compensa
  • O GMD despenca

Ela deveria consumir cerca de 2,2% a 2,3% do peso vivo em matéria seca, mas em pasto passado isso cai para 1,2% a 1,4%.

👉 É aí que o prejuízo aparece.

🧪 Caso Real: Capim Bonito, Novilhas Travadas

Em uma fazenda visitada, o produtor reclamava:

“O pasto tá sobrando, mas as novilhas não ganham peso.”

O capim estava bonito, alto e verde — quase 1 metro de altura.
Na prática:

  • Capim duro
  • Pouca folha
  • Muito talo
  • Novilhas só andando e deitando capim

Resultado:

  • Consumo de suplemento disparou
  • GMD caiu drasticamente

🔄 Solução aplicada:
As novilhas foram levadas para um pasto mais baixo, bem manejado, com cerca de 30 cm.
Em poucos dias:

  • Consumo normalizou
  • Ganho de peso voltou
  • Houve até ganho compensatório

🔍 Como Identificar Pasto Ruim na Prática (Checklist Rápido)

1. Teste da Mão

Corte um tufo de capim e observe:

  • Mais folha que talo? 👍
  • Mais talo que folha? 🚨

O ideal é 70% folha e 30% talo.

2. Comportamento das Novilhas

  • Andando demais no pasto
  • Escolhendo folha
  • Comendo pouco

👉 Sinal claro de pasto passado.

3. Pasto Desuniforme

  • Pontos muito altos
  • Pontos rapados

Isso indica pastejo mal ajustado.

4. GMD Cai “Do Nada”

Ganho não cai do nada.
O problema vem se acumulando — geralmente no manejo do pasto.

5. Fezes Muito Duras

Mesmo com:

  • Boa água
  • Suplementação correta

Fezes duras indicam capim duro e pouco digestível.

🛠️ Soluções Práticas Para Corrigir Pasto Passado

✔ Ajustar a lotação
✔ Usar vacas adultas para “baixar” o capim
✔ Roçar apenas em último caso
✔ Adubar para acelerar a rebrota
✔ Organizar melhor os períodos de descanso

Mas a solução principal é uma só:

📚 Manejo de Pastagens: O Pilar da Pecuária Lucrativa

Quem domina manejo de pasto:

  • Reduz custo de produção
  • Aumenta GMD
  • Aproveita melhor o suplemento
  • Tem previsibilidade no sistema

O pasto é o alimento mais barato da fazenda — quando bem manejado.

🏁 Conclusão: Novilha Não Aguenta Pasto Passado

Se suas novilhas não estão ganhando peso:

  • Olhe menos para o cocho
  • Olhe mais para o pasto

Altura correta, folha de qualidade e manejo ajustado transformam resultados.

📣 Agora me conta:
Como está a recria das novilhas aí na sua propriedade?

Cobertura de Solo: Como Aumentar a Matéria Orgânica e Transformar a Fertilidade do Seu Solo

A matéria orgânica do solo é um dos pilares mais importantes da produtividade agrícola — e, ao mesmo tempo, um dos maiores desafios da agricultura tropical brasileira. Apesar de todos os avanços em fertilização e tecnologia, a realidade do Brasil ainda é dura: a maioria dos solos agrícolas apresenta teores muito baixos de matéria orgânica, geralmente entre 1% e 2%.

Mas existe um caminho comprovado para mudar esse cenário: a cobertura de solo bem manejada. Neste artigo, você vai entender por que a matéria orgânica é tão baixa, como ela se perde, e o que fazer, na prática, para aumentá-la de forma sustentável.

🌾 Por Que os Solos Brasileiros Têm Pouca Matéria Orgânica?

Trabalhando com fertilidade do solo no Brasil, é raro encontrar áreas agrícolas com mais de 3% de matéria orgânica. Isso não acontece por acaso.

Os principais motivos são:

  • Clima tropical, que acelera a decomposição da matéria orgânica
  • Histórico de revolvimento intenso do solo
  • Pouca utilização de culturas de cobertura
  • Exposição do solo ao sol e à chuva
  • Baixa reposição de resíduos vegetais

Em regiões tropicais, a matéria orgânica se decompõe muito mais rápido do que em climas frios. Se não houver reposição constante, o solo simplesmente perde esse recurso essencial.

🧬 O Que é Matéria Orgânica Estável e Por Que Ela é Tão Importante?

Nem toda matéria orgânica presente no solo é igual. Uma parte dela está em decomposição recente, enquanto outra parte já se encontra na chamada forma estável, composta pelas substâncias húmicas.

Essas substâncias representam, em média:

  • 60% a 86% da matéria orgânica total do solo

Elas são fundamentais porque:

  • Melhoram a estrutura do solo
  • Aumentam a retenção de água
  • Elevam a CTC (capacidade de troca de cátions)
  • Reduzem perdas de nutrientes
  • Estimulam a atividade biológica

Quanto maior o estoque de matéria orgânica estável, mais resiliente e produtivo será o solo ao longo dos anos.

📉 Onde Está a Matéria Orgânica do Solo (e Por Que Ela Se Perde Tão Fácil)?

A maior parte da matéria orgânica está concentrada nos primeiros centímetros da camada superficial do solo. É por isso que solos ricos em matéria orgânica apresentam coloração mais escura na superfície.

O problema começa quando:

  • O solo é revolvido com frequência
  • A matéria orgânica é exposta ao oxigênio
  • A decomposição é acelerada
  • O carbono é liberado para a atmosfera

Ou seja, quanto mais intenso o revolvimento, maior a perda de matéria orgânica.

🚜 Revolver ou Não Revolver o Solo? Eis a Questão

Isso significa que nunca se pode revolver o solo? Não exatamente.

Existem situações específicas em que o revolvimento é necessário, como:

  • Correções físicas profundas
  • Incorporação de corretivos
  • Implantação de áreas degradadas

No entanto, o ponto-chave é:
👉 quanto menos revolvimento ao longo do tempo, melhor para a matéria orgânica.

Por isso, sistemas conservacionistas ganham tanto destaque.

🌿 Plantio Direto e Cobertura de Solo: A Combinação que Funciona

O sistema de plantio direto é um dos métodos mais eficientes para aumentar a matéria orgânica do solo. Ele se baseia em três pilares:

  1. Não revolvimento do solo
  2. Cobertura permanente com palhada
  3. Rotação de culturas

A palhada e as culturas de cobertura são verdadeiras fábricas de matéria orgânica. Elas:

  • Protegem o solo do impacto da chuva
  • Reduzem a temperatura da superfície
  • Alimentam microrganismos
  • Aumentam o carbono no solo ano após ano

Com o tempo, esse manejo reduz drasticamente as perdas e cria um ambiente favorável à formação de matéria orgânica estável.

🌱 Cultura de Cobertura: Uma das Melhores Fontes de Matéria Orgânica

Entre todas as estratégias disponíveis, as culturas de cobertura estão entre as mais eficientes para elevar os teores de matéria orgânica.

Exemplos comuns incluem:

  • Braquiária
  • Milheto
  • Crotalária
  • Aveia
  • Mix de plantas de cobertura

Essas plantas produzem grande volume de biomassa e deixam resíduos de qualidade no solo, contribuindo diretamente para o aumento do carbono e da vida microbiana.

📈 Aumentar Matéria Orgânica é um Processo — Mas Vale a Pena

É importante deixar claro: matéria orgânica não aumenta da noite para o dia. Trata-se de um processo gradual, que exige:

  • Planejamento
  • Consistência no manejo
  • Visão de médio e longo prazo

Porém, os resultados são duradouros: solos mais férteis, produtivos, resilientes e econômicos.

🎯 Conclusão: Cobertura de Solo é Investimento, Não Custo

Se você busca produtividade sustentável, redução de custos com insumos e maior estabilidade nas safras, a cobertura de solo precisa fazer parte da sua estratégia.

Manter o solo protegido, reduzir o revolvimento e investir em culturas de cobertura é o caminho mais seguro para construir matéria orgânica, melhorar a fertilidade e fortalecer o sistema produtivo ao longo dos anos.

FUNRURAL em 2026: Tudo o Que o Produtor Rural Precisa Saber Para Não Pagar Imposto a Mais

O ano de 2026 começou com mudanças importantes para o produtor rural, especialmente para quem atua na pecuária e na cadeia da proteína animal. Em meio à reforma tributária, uma decisão simples — e muitas vezes ignorada — pode impactar diretamente o fluxo de caixa, a rentabilidade e até a continuidade da atividade rural.

Estamos falando do FUNRURAL.

Se você cria gado, vende animais para frigoríficos ou conhece alguém que vive disso, este conteúdo pode economizar milhares de reais ao longo do ano.

📌 O Que é o FUNRURAL e Por Que Ele Continua Importante em 2026?

O FUNRURAL é uma contribuição previdenciária obrigatória destinada ao financiamento da Seguridade Social Rural, incluindo:

  • INSS
  • RAT (Riscos Ambientais do Trabalho)
  • SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural)

Mesmo com a Reforma Tributária em andamento, o FUNRURAL não foi extinto e continua valendo em 2026 exatamente como nos anos anteriores.

Ou seja: quem produz, continua pagando.

🚨 Prazo Crítico: Atenção ao Dia 31 de Janeiro de 2026

Existe um ponto que merece atenção máxima:

👉 Até 31 de janeiro de 2026, o produtor rural deve escolher formalmente como fará o recolhimento do FUNRURAL durante todo o ano.

Essa decisão é:

  • Anual
  • Irreversível dentro do ano-calendário
  • Determinante para o valor de imposto pago

Se não houver escolha formal, a lei aplica automaticamente o regime menos vantajoso para muitos produtores.

⚖️ As Duas Formas de Recolher o FUNRURAL em 2026

O produtor rural pode optar entre duas modalidades legais:

🔹 1. FUNRURAL Sobre a Receita Bruta da Comercialização

É o regime padrão, aplicado automaticamente quando o produtor não faz opção formal.

Funciona assim:

  • O frigorífico retém o imposto na fonte
  • O desconto ocorre diretamente sobre o valor da venda do gado
  • O produtor recebe o valor já com o FUNRURAL abatido

📊 Alíquotas sobre a Receita Bruta

  • Pessoa Física: 1,5%
  • Pessoa Jurídica: 2,05%

📌 Exemplo prático:
Venda de R$ 100.000 em gado
👉 Desconto de até R$ 2.050 automaticamente

🔹 2. FUNRURAL Sobre a Folha de Pagamento

Essa opção é permitida somente mediante declaração formal ao frigorífico até 31 de janeiro ou no primeiro abate do ano.

Nesse modelo:

  • O produtor recebe o valor integral da venda
  • O recolhimento ocorre via contabilidade própria
  • O imposto incide sobre os salários dos empregados

📊 Alíquotas sobre a Folha

  • Pessoa Física: cerca de 23,2%
  • Pessoa Jurídica: cerca de 25,5%

Apesar da alíquota parecer maior, a base de cálculo é menor, o que pode gerar economia significativa para quem tem poucos funcionários.

💡 Qual Opção é Mais Vantajosa? Depende do Seu Perfil

Aqui está o ponto-chave: não existe uma resposta única.

👉 Produtores com alto faturamento e poucos funcionários geralmente economizam ao optar pela folha de pagamento.
👉 Já produtores com folha elevada tendem a pagar menos pela receita bruta.

📌 Exemplo Realista

  • Venda mensal: R$ 500.000
  • FUNRURAL sobre receita (1,5%): R$ 7.500
  • FUNRURAL sobre folha (2 funcionários): valor bem menor

Esse tipo de análise muda completamente o resultado do ano.

🔄 A Escolha é Anual e Não Pode Ser Alterada Depois

Um erro comum é acreditar que dá para mudar no meio do ano. Não dá.

  • A opção feita vale para todo o ano-calendário
  • Após o primeiro abate com retenção, não há como voltar atrás
  • Planejamento precisa acontecer antes da primeira venda

📈 FUNRURAL e Planejamento Financeiro: Um Erro Pode Custar Caro

O FUNRURAL impacta diretamente:

  • Fluxo de caixa
  • Margem de lucro
  • Capacidade de investimento
  • Endividamento rural

Em um cenário de:

  • Volatilidade do preço do boi
  • Oscilações de mercado
  • Custos elevados de produção

👉 Planejamento tributário deixou de ser opção. Virou necessidade.

🧾 O Papel do Contador e da Assessoria Especializada

Não é recomendável decidir sozinho.

Procure:

  • Contador especializado no agronegócio
  • Consultoria tributária rural
  • Sindicato ou cooperativa

Uma análise correta pode significar milhares de reais economizados em 2026.

Conclusão: O FUNRURAL Não Mudou, Mas Sua Estratégia Precisa Mudar

O FUNRURAL continua obrigatório.
O que mudou foi o nível de profissionalização exigido do produtor rural.

Quem se organiza:
✔ Paga menos imposto
✔ Protege o caixa
✔ Ganha competitividade
✔ Se posiciona como empresário rural

Quem ignora:
❌ Paga mais
❌ Perde margem
❌ Assume riscos desnecessários

📌 O momento de decidir é agora.

Como Funcionam as Operações com Commodities Agrícolas na B3

Entenda Como Produtores e Investidores Usam Milho, Soja, Boi e Café para Proteger e Multiplicar Resultados

O mercado de commodities agrícolas sempre esteve no coração da economia brasileira. Muito antes de existirem grandes indústrias e empresas de tecnologia, foi a produção de grãos, café e proteína animal que deu origem às primeiras bolsas de negociação do mundo.

Hoje, no Brasil, esse mercado acontece principalmente na B3, a bolsa oficial do país, e oferece oportunidades tanto para produtores rurais quanto para investidores que buscam diversificação, proteção ou ganho financeiro.

Mas afinal, como funcionam as operações com commodities agrícolas na B3 na prática?
É isso que você vai entender agora, de forma simples, direta e sem “economês”.

🌾 Por Que as Commodities Agrícolas Existem na Bolsa?

O produtor rural enfrenta dois grandes riscos:

  • Risco de produção (clima, pragas, doenças)
  • Risco de preço (queda no valor do produto na hora da venda)

Mesmo quando a safra é excelente, um excesso de oferta pode derrubar os preços. Foi justamente para resolver esse problema que surgiram as negociações futuras de commodities.

A ideia é simples:
👉 Negociar hoje o preço de venda ou compra que só vai acontecer no futuro, reduzindo incertezas.

📊 Onde Acontecem as Operações com Commodities no Brasil?

No Brasil, as negociações de commodities agrícolas acontecem na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão).

Entre os principais produtos negociados estão:

  • Milho
  • Soja
  • Boi gordo
  • Café

Esses ativos podem ser negociados por meio de diferentes instrumentos financeiros, cada um com uma finalidade específica.

🧰 Quais São os Instrumentos para Operar Commodities Agrícolas?

Na B3, existem três principais formas de se expor às commodities agrícolas:

1️ Contratos Futuros

2️ Opções

3️ ETFs (Fundos de Índice)

No Brasil, os contratos futuros e as opções ainda são os mais utilizados, especialmente por produtores e grandes empresas do agro.

🎯 Para Que Servem as Operações com Commodities?

As operações com commodities agrícolas atendem basicamente a três objetivos:

Proteção (Hedge)

É a estratégia mais comum entre produtores rurais.
Serve para proteger o preço da produção contra quedas no mercado físico.

👉 Se o produtor perde no preço do produto, ganha na operação financeira — equilibrando o resultado.

💰 Especulação

Aqui, o objetivo é lucrar com a variação dos preços, sem necessariamente ter produção física.

O investidor pode ganhar tanto com:

  • Alta dos preços
  • Queda dos preços

Tudo depende da estratégia adotada.

🔄 Diversificação de Carteira

Alguns investidores usam commodities para reduzir riscos da carteira.

Milho, boi e café não se comportam da mesma forma que ações, imóveis ou renda fixa, o que ajuda a equilibrar os resultados em cenários de crise.

📄 Como Funcionam os Contratos Futuros de Commodities?

Os contratos futuros permitem negociar hoje o preço de um produto que será liquidado em uma data futura.

📌 Importante:
O preço não é escolhido pelo produtor ou investidor, mas sim determinado pelo mercado.

📦 Padronização dos Contratos

Cada contrato possui regras fixas, como:

  • Quantidade negociada
  • Data de vencimento
  • Forma de liquidação
  • Moeda (reais ou dólares)

Veja alguns exemplos:

CommodityCódigoQuantidadeMoeda
MilhoCCM450 sacasReais
Boi GordoBGI330 arrobasReais
SojaSJC450 sacasDólar
CaféICF100 sacasDólar

🔁 Ajuste Diário: O Que É Isso?

Nos contratos futuros, existe o chamado ajuste diário.

Funciona assim:

  • Todos os dias, a bolsa recalcula o preço do contrato
  • Se o mercado subir, o lucro entra na sua conta
  • Se cair, o prejuízo é debitado

👉 Por isso, não é necessário esperar o vencimento do contrato para encerrar uma operação.

💳 Margem de Garantia: Quanto Preciso Para Operar?

Para operar contratos futuros, não é preciso pagar o valor total do contrato.

A B3 exige apenas uma margem de garantia, geralmente em torno de 10% do valor total da operação.

Exemplo prático:

  • Milho a R$ 65 por saca
  • 1 contrato = 450 sacas
  • Valor total: R$ 29.250
  • Margem aproximada: R$ 3.000

⚠️ Importante:
Além da margem, é fundamental ter saldo extra para suportar oscilações diárias.

🧠 Dicas Essenciais Antes de Operar Commodities Agrícolas

Antes de entrar nesse mercado, siga estas regras básicas:

✔️ Conheça o contrato que está operando

✔️ Entenda como funciona o ajuste diário

✔️ Tenha uma estratégia clara de entrada e saída

✔️ Defina lucro e prejuízo máximo antes de operar

✔️ Evite decisões emocionais

Esses cuidados fazem toda a diferença entre proteção inteligente e prejuízo desnecessário.

🌍 Por Que Esse Conhecimento é Cada Vez Mais Importante?

O agro está cada vez mais conectado ao mundo.
Uma notícia internacional, variação do dólar ou decisão climática pode impactar diretamente:

  • O preço da sua safra
  • O custo de produção
  • A rentabilidade do negócio

Conhecer as operações com commodities agrícolas na B3 deixou de ser algo exclusivo de grandes grupos. Hoje, é uma ferramenta estratégica também para produtores médios e pequenos.

Conclusão

As commodities agrícolas não são apenas ativos financeiros — elas são instrumentos de gestão de risco, proteção patrimonial e estratégia de crescimento.

Entender como funcionam os contratos futuros, ajustes diários e margens de garantia pode transformar a forma como você lida com a volatilidade do mercado agrícola.

Quanto mais conhecimento, menos surpresa e mais controle sobre os resultados da lavoura.

Reforma Tributária em 2026: O Que Fazer Agora, O Que Vai Mudar e Por Onde Começar

A Reforma Tributária finalmente saiu do papel e começa a impactar empresas, produtores e profissionais já a partir de 2026. Embora o sistema atual ainda continue em funcionamento por alguns anos, este será o ano-chave de adaptação, testes e planejamento.

Mas afinal: o que muda na prática?, quais impostos deixam de existir?, o que entra no lugar? e como se preparar desde já para não ter prejuízos no futuro?

Neste artigo, você vai entender tudo de forma simples, clara e objetiva.

📌 Como Funciona Hoje a Tributação no Brasil

Antes de entender a reforma, é importante lembrar que o sistema tributário brasileiro se divide em quatro grandes grupos:

▶️ Tributos sobre o consumo

  • Federais: IPI, PIS e COFINS
  • Estaduais: ICMS
  • Municipais: ISS

▶️ Tributos sobre o patrimônio

  • ITR, IPVA, ITCMD, IPTU e ITBI

▶️ Tributos sobre a renda

  • Imposto de Renda (PF e PJ)
  • CSLL

▶️ Encargos trabalhistas

  • De competência federal

A Reforma Tributária atinge diretamente os tributos sobre o consumo, que são considerados os mais complexos e burocráticos do país.

🔄 O Que Muda com a Reforma Tributária

A proposta central da reforma é simplificar o sistema, substituindo vários tributos por dois grandes impostos no modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado).

Novos tributos criados:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)
    👉 Substitui PIS e COFINS
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)
    👉 Substitui ICMS e ISS

Além disso:

  • O IPI será zerado para a maioria das indústrias
  • Será criado o Imposto Seletivo (IS), conhecido como “imposto do pecado”, para produtos que causam danos à saúde ou ao meio ambiente

🗓️ 2026: O Ano Mais Importante da Reforma Tributária

O ano de 2026 não trará aumento de carga tributária, mas será o ano de testes e adaptação dos sistemas fiscais.

O que acontece em 2026?

  • PIS e COFINS continuam funcionando normalmente
  • ICMS e ISS permanecem com as regras atuais
  • CBS (0,9%) aparece apenas para registro, sem recolhimento
  • IBS (0,1%) também entra apenas de forma simbólica
  • IPI continua igual
  • Imposto Seletivo não é cobrado

👉 Na prática, nada muda no bolso, mas tudo muda no controle, sistemas e escrituração fiscal.

⚙️ Como Funciona a Dinâmica dos Impostos em 2026

Mesmo sem recolhimento, CBS e IBS devem constar nas notas fiscais.

  • Na compra, o fornecedor destaca CBS e IBS (valores simbólicos)
  • Esses valores geram créditos fictícios, apenas para testes
  • Na venda, os tributos também aparecem destacados
  • Não há pagamento real, apenas simulação do sistema

Isso serve para:
✔ Treinar contadores
✔ Ajustar ERPs
✔ Preparar empresas para 2027

🚀 O Que Muda a Partir de 2027

A partir de 2027, a reforma começa a valer de verdade.

Principais mudanças:

  • PIS e COFINS são extintos
  • CBS entra em vigor com alíquota real (estimada em 9,3%)
  • IBS começa a ser recolhido (ainda em 0,1%)
  • IPI é zerado, com exceção das indústrias concorrentes da Zona Franca de Manaus
  • Imposto Seletivo passa a ser cobrado

Nesse momento, a CBS e o IBS já geram créditos e débitos reais.

📉 De 2029 a 2033: A Transição Final

Entre 2029 e 2033, ocorre a substituição definitiva:

  • ICMS e ISS têm suas alíquotas reduzidas gradualmente
  • IBS sobe na mesma proporção
  • Em 2033, ICMS e ISS são extintos
  • O IBS passa a funcionar com alíquota integral

📊 O Conceito-Chave da Reforma: Imposto sobre Valor Agregado (IVA)

A lógica da reforma é simples:

Imposto a pagar = tributo sobre a venda – tributo da compra

Ou seja:

  • O imposto não incide sobre o faturamento total
  • Ele incide apenas sobre o valor agregado
  • Evita a chamada tributação em cascata

Esse modelo é usado em países desenvolvidos e traz mais transparência e previsibilidade.

Por Onde Começar Agora?

Se você é empresário, produtor rural ou profissional da área, não espere 2027 chegar.

Passos práticos:

✔ Converse com seu contador
✔ Atualize sistemas fiscais e ERPs
✔ Treine equipes administrativas
✔ Revise contratos e precificação
✔ Acompanhe a definição das alíquotas

Quem se antecipa, reduz riscos e ganha vantagem competitiva.

📌 Conclusão

A Reforma Tributária em 2026 marca o início de uma das maiores mudanças fiscais da história do Brasil. Embora o impacto financeiro direto ainda não aconteça neste primeiro momento, a adaptação começa agora.

Quem entender o processo, se organizar e agir com planejamento vai atravessar essa transição com muito mais segurança.

CNPJ Rural Já é Lei: O Que Muda para o Produtor Rural a Partir de Agora?

Uma mudança silenciosa, porém profunda, começou a vigorar no campo brasileiro e já está impactando diretamente a rotina de produtores rurais de todos os portes. Com a reforma tributária, o CNPJ Rural passa a ser obrigatório, substituindo de vez o uso exclusivo do CPF para atividades produtivas no agro.

Se você produz, vende, emite nota fiscal ou pretende continuar operando normalmente no campo, este artigo é leitura obrigatória.

📌 O Que é o CNPJ Rural e Por Que Ele Agora é Obrigatório?

O CNPJ Rural é o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica aplicado à atividade rural. A grande novidade é que, a partir deste ano, ele passa a ser exigido inclusive para produtores rurais pessoas físicas.

Na prática, isso significa que:

  • O CPF deixa de ser aceito como único cadastro fiscal no agro
  • Toda atividade produtiva rural passa a ter um registro padronizado
  • O governo prepara o setor para o novo sistema tributário nacional

Essa mudança faz parte do processo de modernização e integração fiscal, alinhado à criação de novos tributos, como o IVA.

⚠️ Fim da Informalidade no Campo: O CPF Não Será Mais Suficiente

Em muitos estados brasileiros, ainda era permitido emitir nota fiscal rural usando apenas o CPF. Com a nova regra, essa prática chega ao fim.

O objetivo do governo é:

  • Padronizar a fiscalização
  • Reduzir inconsistências tributárias
  • Criar uma base única de dados do produtor rural

Ou seja, o CNPJ passa a ser o centro de toda a vida fiscal no campo.

🧾 2026 Será Ano de Transição: O Que Isso Significa na Prática?

Segundo especialistas em tributação rural, 2026 funcionará como um ano de adaptação e testes. Não é apenas um cadastro novo — trata-se de uma mudança estrutural.

Durante esse período, o produtor deverá:

  • Migrar sua operação para o modelo com CNPJ
  • Reorganizar sua estrutura contábil
  • Ajustar a emissão de notas fiscais
  • Revisar contratos, cadastros e operações

A Receita Federal, inclusive, já anunciou a adoção de um novo modelo de CNPJ alfanumérico, com letras e números, para suportar o grande volume de novos registros.

🌎 Produtores com Fazendas em Mais de Um Estado Precisam Redobrar a Atenção

Para quem atua em estados como São Paulo, onde o CNPJ Rural já era exigido, a mudança será menor.
Porém, produtores com propriedades em múltiplos estados precisam ficar atentos.

Será necessário:

  • Definir uma propriedade como matriz
  • Registrar as demais como filiais
  • Evitar conflitos e inconsistências fiscais entre estados

Uma estrutura mal organizada pode gerar problemas sérios, como bloqueio de notas e questionamentos do Fisco.

🚫 Risco Real: Sem CNPJ, Não Há Nota Fiscal — Nem Venda

Especialistas alertam:
👉 O CNPJ será a base de toda a operação rural daqui para frente.

Quem não se adequar pode enfrentar:

  • Bloqueio na emissão de notas fiscais
  • Dificuldade para escoar a safra
  • Problemas na venda de grãos, gado ou leite
  • Entraves com cooperativas, tradings e frigoríficos

Na prática, sem CNPJ, o produtor fica travado.

📅 Preparação para o Novo Sistema Tributário de 2027

Essa mudança não é isolada. Ela prepara o agro para a entrada definitiva do novo modelo tributário em 2027, com regras mais integradas, digitais e rigorosas.

O produtor que se antecipa:

  • Ganha segurança jurídica
  • Evita correria e erros no futuro
  • Mantém sua operação regular e competitiva

🤝 O Que o Produtor Rural Deve Fazer Agora?

Independentemente do tamanho da propriedade — pequena, média ou grande — o caminho é claro:

  • Procure um contador especializado em agronegócio
  • Busque orientação no sindicato rural ou cooperativa
  • Organize sua estrutura fiscal com antecedência
  • Não deixe para a última hora

O campo está mudando, e quem não se adaptar ficará para trás.

Conclusão: O CNPJ Rural Não é Opção, É Obrigação

O CNPJ Rural já é lei e veio para ficar. Ele será o passaporte fiscal do produtor rural nos próximos anos.

A boa notícia é que quem se organiza agora:

  • Evita riscos
  • Ganha eficiência
  • Entra preparado no novo ciclo do agronegócio brasileiro

No agro moderno, regularidade fiscal também é produtividade.

Como Vai Ficar a Inflação dos Alimentos em 2026? O Que Esperar do Preço da Comida no Brasil

A inflação dos alimentos sempre pesa no bolso do brasileiro. Basta uma ida ao supermercado para perceber como arroz, carne, ovos e hortifrúti influenciam diretamente o custo de vida. Mas afinal, 2026 será um ano de alívio ou de novos sustos no preço dos alimentos?

Economistas, analistas do agronegócio e dados recentes do setor apontam para um cenário mais equilibrado — embora alguns riscos ainda estejam no radar. Neste artigo, você vai entender o que pode segurar ou pressionar a inflação dos alimentos em 2026, com base em produção agrícola, clima, biocombustíveis e mercado de proteínas.

🌾 A Boa Notícia: A Produção Agrícola Deve Segurar os Preços

Depois de um período de forte pressão inflacionária, o Brasil encerra os últimos anos com um fator decisivo a favor do consumidor: oferta agrícola elevada.

Mesmo com oscilações regionais, o país caminha para mais uma safra robusta de grãos, especialmente soja e milho. Esse cenário ajuda a conter aumentos bruscos de preços, já que a abundância limita repasses ao consumidor final.

Além disso, o mercado internacional parece operar em um “piso de preços” para grãos. Ou seja, mesmo com grandes safras, os preços não caem indefinidamente, pois margens muito baixas afastam produtores do mercado.

👉 Resultado prático: menos volatilidade e mais estabilidade nos alimentos básicos.

🌽 Milho, Soja e Biocombustíveis: Um Novo Equilíbrio no Agro

Um dos fatores estruturais mais importantes para 2026 é o avanço dos mandatos de biodiesel e etanol, especialmente o etanol de milho.

Essas indústrias crescem rapidamente e geram subprodutos como:

  • Farelo de soja
  • DDG (grãos secos de destilaria)

Esses insumos são usados na ração animal, reduzindo drasticamente os custos da alimentação de:

  • Aves
  • Suínos
  • Bovinos

Com ração mais barata, o setor de proteínas ganha competitividade — o que ajuda a frear a inflação de carnes, ovos e leite.

🥩 Proteínas Mais Baratas? O Cenário Favorece Carnes e Ovos

Com farelos em níveis historicamente baixos e ampla oferta de milho, o custo de produção das proteínas animais está entre os menores dos últimos anos.

Isso cria uma base sólida para:

  • Estabilidade no preço da carne bovina
  • Menor pressão sobre frango e suínos
  • Controle da inflação de ovos

Embora o ciclo da pecuária ainda gere discussões, o fator ração pesa muito a favor do consumidor em 2026.

🌦️ Clima e La Niña: Risco Menor do Que o Esperado

O clima sempre é um dos maiores vilões da inflação de alimentos. No entanto, as projeções mais recentes indicam que o La Niña vem perdendo intensidade.

Após um início de safra mais irregular, as chuvas recentes:

  • Regularizaram lavouras
  • Melhoraram o ânimo do produtor
  • Reduziram riscos imediatos de quebra

Claro, o clima ainda exige atenção, especialmente no Sul do Brasil e na Argentina, mas o cenário atual é mais tranquilo do que semanas atrás.

🌽 Milho Safrinha Deve Crescer em 2026

Mesmo com atrasos pontuais no plantio da soja em algumas regiões, a área de milho safrinha deve crescer cerca de 5% em 2026 — um aumento expressivo.

Regiões-chave como:

  • Mato Grosso
  • Paraná
  • Sul do Mato Grosso do Sul

tiveram calendário de plantio melhor que o ano anterior, sustentando uma expectativa positiva para a principal safra de milho do país.

👉 Mais milho significa:

  • Mais ração
  • Menos pressão sobre carnes
  • Menor risco inflacionário

🥕 E os Vilões Tradicionais da Inflação?

Apesar do cenário geral favorável, alguns alimentos seguem como imprevisíveis:

  • Tomate
  • Cebola
  • Frutas e hortaliças

Esses produtos dependem muito do clima e da logística, podendo gerar picos pontuais de inflação. Ainda assim, não são suficientes para desestabilizar o índice geral de alimentos.

🔎 Conclusão: A Inflação dos Alimentos em 2026 Deve Ser Mais Controlada

Somando todos os fatores, o cenário-base para 2026 aponta para:
✅ Oferta abundante de grãos
✅ Custos baixos de ração animal
✅ Proteínas mais estáveis
✅ Clima menos ameaçador no curto prazo

Isso não significa preços em queda acentuada, mas sim um ano mais previsível e menos pressionado, especialmente quando comparado aos picos recentes.

Para o consumidor, é uma boa notícia. Para o produtor, segue o desafio de margens apertadas — mas com um mercado mais equilibrado.

Plantar Eucalipto Vale a Pena? Fiz todos os cálculos 

Veja os Números Reais, Custos, Lucro e Se Esse Investimento Compensa em 2026

Plantar eucalipto sempre foi visto como um investimento “seguro” no campo. Muita gente afirma que dá dinheiro, que é só plantar e esperar. Mas será que isso é verdade mesmo?
Quando colocamos os custos no papel, analisamos o tempo de retorno e comparamos com outros investimentos, o cenário fica bem mais claro — e, em alguns casos, surpreendente.

Neste artigo, você vai entender quanto custa plantar eucalipto, quanto ele realmente rende, qual é o lucro por hectare e se ainda vale a pena apostar nessa cultura em 2026.

🌳 Como Funciona um Projeto de Eucalipto na Prática?

Para facilitar a análise, vamos considerar um projeto padrão de 1 hectare, algo comum para pequenos e médios produtores ou investidores rurais.

📌 Importante:

  • O cálculo considera que a terra já é própria
  • O ciclo produtivo analisado é de 7 anos, até o corte final
  • Os valores podem variar conforme região, manejo e mercado

💰 Investimento Inicial: Quanto Custa Plantar Eucalipto?

🌱 Custo com Mudas

  • 1 hectare = 10.000 m²
  • Espaçamento médio: 3 x 2 metros
  • Quantidade aproximada: 1.600 mudas
  • Preço médio da muda: R$ 1,20

➡️ Custo total com mudas: R$ 1.920

🚜 Preparação do Solo, Plantio e Insumos

Inclui:

  • Preparo do solo
  • Adubação inicial
  • Defensivos
  • Mão de obra no plantio

➡️ Custo médio estimado: R$ 3.100

📊 Custo Inicial Total

Somando todos os gastos do plantio:

Investimento inicial aproximado: R$ 5.020 por hectare

🔧 Custos de Manutenção ao Longo dos 7 Anos

Mesmo sendo uma cultura considerada “tranquila”, o eucalipto exige manutenção:

  • Controle de pragas
  • Podas ocasionais
  • Manejo básico da área

💸 Custo médio anual: R$ 600
📅 Período: 7 anos

➡️ Custo total de manutenção: R$ 4.200

📉 Custo Total do Ciclo do Eucalipto

DescriçãoValor
Custo inicialR$ 5.020
Manutenção (7 anos)R$ 4.200
Custo total do projetoR$ 9.220

📦 Produção e Receita: Quanto o Eucalipto Gera?

🌲 Produtividade Média

Após 7 anos, a produtividade média estimada é de:

  • 240 m³ de madeira por hectare

💲 Preço da Madeira em Pé

Uma das formas mais simples de comercialização é a venda da madeira em pé, sem assumir custos de corte e transporte.

  • Preço médio: R$ 60 por m³

➡️ Receita total:
240 m³ x R$ 60 = R$ 14.400

📈 Lucro Final: Vale a Pena Financeiramente?

Agora vem o número mais importante.

💰 Receita total: R$ 14.400
💸 Custo total: R$ 9.220

➡️ Lucro líquido após 7 anos: R$ 5.180 por hectare

⏱️ Rentabilidade e Payback do Eucalipto

Quando analisamos o retorno do capital investido:

  • Rentabilidade média: ~0,53% ao mês
  • Payback estimado: cerca de 4,5 anos
  • Recebimento do dinheiro: apenas no corte final (7 anos)

📌 Comparação importante:
Essa rentabilidade é semelhante à poupança ou ao Tesouro Selic, com a diferença de que:

  • O dinheiro fica imobilizado por anos
  • A terra não pode ser usada para outra atividade

⚠️ Pontos de Atenção Antes de Plantar Eucalipto

Antes de decidir, é essencial considerar:

  • A área ficará ocupada por 7 anos
  • O retorno não é imediato
  • O preço da madeira pode variar
  • Não é um investimento altamente líquido

🌱 Então, Plantar Eucalipto Vale a Pena?

A resposta é: depende do objetivo.

✔️ Vale a pena se:

  • A terra está parada ou tem baixa aptidão agrícola
  • O produtor busca diversificação
  • O foco é médio e longo prazo

Pode não valer se:

  • A área poderia gerar mais renda com lavoura ou pecuária
  • O investidor precisa de retorno rápido
  • Há melhores oportunidades financeiras disponíveis

📌 Conclusão

O eucalipto não é mais o investimento extremamente rentável que já foi no passado, mas ainda pode ser uma boa alternativa para áreas ociosas e produtores que pensam no longo prazo.

O mais importante é fazer exatamente o que fizemos aqui:
👉 colocar tudo no papel, analisar custos, receita, tempo e risco.

Assim, a decisão deixa de ser baseada em “achismo” e passa a ser estratégica.

Pecuária de Leite de Baixo Carbono: Embrapa Define Práticas Que Reduzem Emissões e Aumentam a Eficiência no Campo

A produção de leite vive um momento decisivo no Brasil. De um lado, cresce a pressão por maior produtividade e rentabilidade. Do outro, aumenta a cobrança por sustentabilidade, redução de emissões e responsabilidade ambiental. Nesse cenário, a Embrapa deu um passo estratégico ao definir práticas e protocolos de baixo carbono para a pecuária leiteira, unindo ciência, viabilidade econômica e realidade do produtor rural.

Mas afinal, o que muda na prática? Essas medidas são acessíveis para pequenos produtores? E como elas podem abrir portas para novos mercados e certificações? É isso que você vai entender neste artigo.

🌱 Por que a pecuária de leite entrou no debate do baixo carbono?

A pecuária leiteira está diretamente ligada às discussões sobre emissão de gases de efeito estufa, principalmente o metano emitido pelos animais e o óxido nitroso relacionado ao manejo do solo e dos dejetos.

Com o aumento do custo dos insumos, mudanças climáticas mais severas e exigências do mercado internacional, produzir leite da mesma forma de décadas atrás não é mais sustentável, nem ambientalmente nem financeiramente.

Foi a partir dessa realidade que a Embrapa, em parceria com empresas e instituições de fomento à pesquisa, desenvolveu protocolos técnicos que ajudam o produtor a produzir mais leite, com menos impacto ambiental.

📘 O que são os protocolos de leite de baixo carbono da Embrapa?

A Embrapa organizou todo esse conhecimento em um livro técnico digital, com linguagem acessível e aplicação prática. O material reúne práticas que muitos produtores já utilizam no dia a dia, mas agora estão estruturadas, mensuradas e validadas cientificamente.

O grande diferencial é que os protocolos facilitam a vida do produtor, das certificadoras e dos laticínios, permitindo identificar claramente quais práticas reduzem emissões e quanto cada uma contribui para isso.

🔬 Os 3 pilares dos protocolos de baixo carbono na pecuária leiteira

Os protocolos da Embrapa estão organizados em três grandes eixos, que concentram a maior parte das emissões e também das oportunidades de mitigação.

🐮 1. Redução da emissão de metano entérico

O metano entérico é o gás liberado no processo digestivo dos bovinos. Para reduzi-lo, o protocolo aponta práticas como:

  • Estruturação correta do rebanho
  • Redução de vacas improdutivas (vacas secas vazias)
  • Diminuição da idade ao primeiro parto
  • Uso estratégico de concentrados na dieta
  • Inclusão de aditivos nutricionais já validados pela ciência

Essas ações aumentam a eficiência do animal e reduzem a emissão por litro de leite produzido.

🌾 2. Redução das emissões ligadas ao solo e aos dejetos

Aqui entram práticas relacionadas ao manejo do solo, fertilizantes e resíduos animais, como:

  • Uso racional de fertilizantes nitrogenados
  • Melhor manejo dos dejetos depositados no solo
  • Planejamento agronômico mais eficiente

Essas medidas reduzem a emissão de óxido nitroso, um gás ainda mais agressivo ao clima do que o metano.

🌳 3. Sequestro de carbono no solo

O terceiro pilar não é apenas reduzir emissões, mas compensá-las. O protocolo mostra como aumentar o sequestro de carbono por meio de:

  • Plantio direto
  • Manutenção de palhada no solo
  • Integração lavoura-pecuária
  • Recuperação de áreas degradadas

Essas práticas melhoram a fertilidade do solo, aumentam a matéria orgânica e transformam o solo em um aliado ambiental da fazenda.

🚜 Protocolos servem para pequeno, médio e grande produtor?

Sim. Um dos pontos mais importantes do trabalho da Embrapa é que os protocolos não foram pensados apenas para sistemas intensivos ou grandes propriedades.

Eles contemplam:

  • Pequenos produtores a pasto
  • Sistemas semi-intensivos
  • Grandes fazendas tecnificadas

Desde ações simples, como ajuste de manejo e nutrição, até tecnologias mais avançadas, tudo está listado de forma clara para que nenhum produtor fique de fora das oportunidades do leite de baixo carbono.

💰 Sustentabilidade que gera renda e oportunidades

Adotar práticas de baixo carbono não é apenas uma questão ambiental, mas uma decisão estratégica de negócio.

Produtores que seguem esses protocolos podem ter acesso a:

  • Programas de bonificação por sustentabilidade
  • Certificações ambientais
  • Parcerias com laticínios que pagam mais por leite sustentável
  • Mercados nacionais e internacionais mais exigentes

No fim das contas, produzir leite com menos emissão significa reduzir desperdícios, aumentar eficiência e proteger a rentabilidade da fazenda.

🌍 Onde acessar os protocolos de leite de baixo carbono?

Os protocolos estão disponíveis gratuitamente em formato digital no site oficial da Embrapa. Basta acessar a área de biblioteca e buscar por:

“Protocolos para Produção de Leite de Baixo Carbono”

O material é público, acessível e pode ser consultado por produtores, técnicos, estudantes e empresas do setor.

Conclusão: o futuro do leite passa pela eficiência e pelo baixo carbono

A pecuária leiteira brasileira está evoluindo. Produzir mais leite, com menos impacto ambiental, já não é tendência — é necessidade.

Os protocolos desenvolvidos pela Embrapa mostram que é possível alinhar ciência, prática e rentabilidade, transformando a sustentabilidade em uma aliada do produtor rural.

Quem sair na frente, adotando essas práticas agora, estará mais preparado para um mercado que valoriza eficiência, transparência e responsabilidade ambiental.

O Erro Bilionário da Faria Lima ao Investir no Agro

Por que o dinheiro urbano ainda tropeça ao tentar entender o campo brasileiro

Nos últimos anos, a Faria Lima descobriu o agronegócio. Fundos, Fiagros, CRAs, LCAs e promessas de retornos acima do CDI passaram a dominar as apresentações de investimento. Mas, junto com esse movimento, veio um problema sério: bilhões de reais foram alocados sem entendimento profundo da dinâmica do agro.

O resultado já começou a aparecer: recuperações judiciais, calotes, fundos pressionados e investidores frustrados. A pergunta que fica é direta: onde exatamente a Faria Lima errou ao investir no agro?

🌱 Um setor centenário tratado como “novidade financeira”

O agronegócio brasileiro não nasceu ontem. Ele existe desde o século XVI, mas o agro moderno, produtivo e competitivo, se consolidou a partir dos anos 1970 — longe da Faria Lima.

Por décadas, o produtor rural se financiou via:

  • Crédito rural oficial
  • Banco do Brasil
  • Política agrícola e subsídios

Somente após os anos 2000, com instrumentos como CPR, CRA, LCA e mais recentemente os Fiagros, o mercado financeiro urbano passou a enxergar o agro como oportunidade.

O problema? O capital chegou antes do entendimento.

📉 O maior erro: ignorar a volatilidade estrutural do agro

A Faria Lima costuma olhar empresas com lentes urbanas: previsibilidade, margens constantes e crescimento linear.
O agro não funciona assim.

O produtor rural vive sob três volatilidades simultâneas:

  1. Custo – fertilizantes, defensivos, diesel e insumos variam globalmente
  2. Produção – clima, seca, excesso de chuva, pragas
  3. Preço – commodities não são controladas por quem produz

Quando custo, produção e preço oscilam juntos, o resultado é uma montanha-russa financeira.

Em 2021 e 2022, muitos investidores acreditaram que o agro “só subiria”. Foi exatamente nesse pico que vários Fiagros nasceram — comprando ativos no topo do ciclo.

🚨 Crédito mal avaliado e alavancagem excessiva

Outro erro bilionário foi emprestar para quem já estava alavancado demais.

Muitos produtores já tinham:

  • Crédito do Plano Safra
  • Operações de barter
  • Empréstimos bancários

O mercado de capitais entrou como dinheiro adicional, elevando o risco sistêmico.

Quando o ciclo virou, não houve margem de segurança. Vieram:

  • Recuperações judiciais
  • Inadimplência
  • Pressão sobre fundos e investidores

🧾 Governança frágil: um risco subestimado

Boa parte do agro brasileiro ainda opera com:

  • Pessoa física
  • Livro-caixa
  • Sem balanço auditado
  • Contabilidade focada em imposto, não em gestão

É comum ver produtores com:

  • Patrimônio milionário em terras
  • Máquinas modernas
  • Controle financeiro feito no Excel

Para o mercado financeiro, isso é um campo minado.

Avaliar crédito sem governança sólida é apostar no escuro — e muitos apostaram.

🧠 Quando o número engana e o caráter importa

No agro, conhecimento local vale ouro.

Historicamente, o crédito rural funcionava porque:

  • O financiador conhecia o produtor
  • Sabia quem pagava e quem não pagava
  • Entendia momentos de investimento e queda de margem

Com a consolidação financeira, esse conhecimento foi substituído por análises frias, metas trimestrais e modelos padronizados.

Resultado?
Crédito aprovado para quem “parecia bom no papel”, mas não sustentava o negócio no campo.

🌾 O erro inverso: o agro também não entende a Faria Lima

A falha não é só de um lado.

O agro sempre negociou dívida com:

  • Governo
  • Bancos públicos
  • Renegociações políticas

No mercado de capitais, a lógica é outra:

  • O investidor não renegocia, ele vende
  • A cota cai
  • O crédito some

Quando o produtor ameaça “quebrar”, o efeito não é negociação — é fuga de capital.

Essa mudança de mentalidade ainda não foi totalmente absorvida pelo setor rural.

🏗️ Onde a Faria Lima realmente pode ajudar o agro

Apesar dos erros, o mercado financeiro tem um papel fundamental no futuro do agro.

Ele pode financiar o que o crédito tradicional não consegue:

  • Armazenagem
  • Irrigação
  • Silos
  • Infraestrutura
  • Projetos de longo prazo (10, 20, até 40 anos)

Esse tipo de capital é essencial para aumentar eficiência, produtividade e competitividade.

Mas só funciona com:

  • Governança
  • Transparência
  • Gestão de risco
  • Comunicação clara entre campo e mercado

🔮 O futuro depende de entendimento, não de hype

O agro não é uma moda passageira.
E a Faria Lima não é inimiga do campo.

O problema surge quando:

  • Um lado investe sem entender
  • O outro toma crédito sem se preparar

O próximo ciclo do agro será mais profissional, mais transparente e mais exigente.
Quem ajustar governança e comunicação vai acessar capital.
Quem ignorar isso, ficará pelo caminho.

Conclusão

O erro bilionário da Faria Lima não foi investir no agro.
Foi investir sem entender como o agro realmente funciona.

O agro é cíclico, volátil e patrimonial.
Exige paciência, margem de segurança e leitura profunda do negócio.

Quando campo e mercado falarem a mesma língua, o potencial é gigantesco.
Até lá, o aprendizado continua — custando caro para quem ignora a realidade.

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