A Reforma Tributária finalmente saiu do papel e começa a impactar empresas, produtores e profissionais já a partir de 2026. Embora o sistema atual ainda continue em funcionamento por alguns anos, este será o ano-chave de adaptação, testes e planejamento.
Mas afinal: o que muda na prática?, quais impostos deixam de existir?, o que entra no lugar? e como se preparar desde já para não ter prejuízos no futuro?
Neste artigo, você vai entender tudo de forma simples, clara e objetiva.
📌 Como Funciona Hoje a Tributação no Brasil
Antes de entender a reforma, é importante lembrar que o sistema tributário brasileiro se divide em quatro grandes grupos:
▶️ Tributos sobre o consumo
- Federais: IPI, PIS e COFINS
- Estaduais: ICMS
- Municipais: ISS
▶️ Tributos sobre o patrimônio
- ITR, IPVA, ITCMD, IPTU e ITBI
▶️ Tributos sobre a renda
- Imposto de Renda (PF e PJ)
- CSLL
▶️ Encargos trabalhistas
- De competência federal
A Reforma Tributária atinge diretamente os tributos sobre o consumo, que são considerados os mais complexos e burocráticos do país.
🔄 O Que Muda com a Reforma Tributária
A proposta central da reforma é simplificar o sistema, substituindo vários tributos por dois grandes impostos no modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado).
✅ Novos tributos criados:
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)
👉 Substitui PIS e COFINS - IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)
👉 Substitui ICMS e ISS
Além disso:
- O IPI será zerado para a maioria das indústrias
- Será criado o Imposto Seletivo (IS), conhecido como “imposto do pecado”, para produtos que causam danos à saúde ou ao meio ambiente
🗓️ 2026: O Ano Mais Importante da Reforma Tributária
O ano de 2026 não trará aumento de carga tributária, mas será o ano de testes e adaptação dos sistemas fiscais.
O que acontece em 2026?
- PIS e COFINS continuam funcionando normalmente
- ICMS e ISS permanecem com as regras atuais
- CBS (0,9%) aparece apenas para registro, sem recolhimento
- IBS (0,1%) também entra apenas de forma simbólica
- IPI continua igual
- Imposto Seletivo não é cobrado
👉 Na prática, nada muda no bolso, mas tudo muda no controle, sistemas e escrituração fiscal.
⚙️ Como Funciona a Dinâmica dos Impostos em 2026
Mesmo sem recolhimento, CBS e IBS devem constar nas notas fiscais.
- Na compra, o fornecedor destaca CBS e IBS (valores simbólicos)
- Esses valores geram créditos fictícios, apenas para testes
- Na venda, os tributos também aparecem destacados
- Não há pagamento real, apenas simulação do sistema
Isso serve para:
✔ Treinar contadores
✔ Ajustar ERPs
✔ Preparar empresas para 2027
🚀 O Que Muda a Partir de 2027
A partir de 2027, a reforma começa a valer de verdade.
Principais mudanças:
- PIS e COFINS são extintos
- CBS entra em vigor com alíquota real (estimada em 9,3%)
- IBS começa a ser recolhido (ainda em 0,1%)
- IPI é zerado, com exceção das indústrias concorrentes da Zona Franca de Manaus
- Imposto Seletivo passa a ser cobrado
Nesse momento, a CBS e o IBS já geram créditos e débitos reais.
📉 De 2029 a 2033: A Transição Final
Entre 2029 e 2033, ocorre a substituição definitiva:
- ICMS e ISS têm suas alíquotas reduzidas gradualmente
- IBS sobe na mesma proporção
- Em 2033, ICMS e ISS são extintos
- O IBS passa a funcionar com alíquota integral
📊 O Conceito-Chave da Reforma: Imposto sobre Valor Agregado (IVA)
A lógica da reforma é simples:
Imposto a pagar = tributo sobre a venda – tributo da compra
Ou seja:
- O imposto não incide sobre o faturamento total
- Ele incide apenas sobre o valor agregado
- Evita a chamada tributação em cascata
Esse modelo é usado em países desenvolvidos e traz mais transparência e previsibilidade.
✅ Por Onde Começar Agora?
Se você é empresário, produtor rural ou profissional da área, não espere 2027 chegar.
Passos práticos:
✔ Converse com seu contador
✔ Atualize sistemas fiscais e ERPs
✔ Treine equipes administrativas
✔ Revise contratos e precificação
✔ Acompanhe a definição das alíquotas
Quem se antecipa, reduz riscos e ganha vantagem competitiva.
📌 Conclusão
A Reforma Tributária em 2026 marca o início de uma das maiores mudanças fiscais da história do Brasil. Embora o impacto financeiro direto ainda não aconteça neste primeiro momento, a adaptação começa agora.
Quem entender o processo, se organizar e agir com planejamento vai atravessar essa transição com muito mais segurança.
