Campo Agroacelerador Coperja: 22 anos impulsionando tecnologia, renda e inovação no agro catarinense

O sul de Santa Catarina consolidou-se como um dos polos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro — e parte dessa transformação passa pelo Campo Agroacelerador Coperja. Em sua 22ª edição, o evento reuniu milhares de produtores, técnicos e empresas para apresentar soluções que estão moldando o presente e o futuro da agricultura regional.

Mais do que uma feira, o encontro se tornou um ambiente estratégico de difusão de tecnologia, fortalecimento do cooperativismo e geração de oportunidades no campo.

Uma feira que acompanha a evolução do agro brasileiro

Quando o primeiro campo demonstrativo foi realizado, em meados dos anos 2000, o Brasil produzia cerca de 134 milhões de toneladas de grãos. Duas décadas depois, esse número ultrapassa 350 milhões de toneladas.

Esse salto produtivo está diretamente ligado a três pilares: tecnologia no campo, pesquisa aplicada e cooperação entre produtores e instituições.

O Campo Agroacelerador Coperja nasceu com esse propósito e, desde então, se consolidou como um dos principais eventos do agronegócio em Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul.

Na edição mais recente, mais de 7 mil visitantes passaram pelo Centro de Desenvolvimento, onde mais de 150 empresas apresentaram máquinas, implementos, insumos agrícolas e soluções financeiras.

Difusão de tecnologia: da semente certificada ao plantio direto

Um dos grandes destaques do evento é a área experimental, onde são demonstradas novas tecnologias aplicadas às principais culturas da região.

Semente certificada: mais produtividade e retorno financeiro

No cultivo de arroz, carro-chefe da região, a semente certificada ganhou espaço como estratégia para elevar o potencial produtivo.

Estudos técnicos mostram que o uso de semente certificada:

  • Aumenta a uniformidade da lavoura
  • Reduz riscos fitossanitários
  • Eleva a produtividade por hectare
  • Melhora o retorno sobre investimento

A proposta é clara: substituir o hábito de guardar sementes próprias por materiais geneticamente melhorados e certificados, garantindo mais segurança e eficiência na próxima safra.

Diversificação que gera renda: a força da pitaia

Se o arroz mantém a tradição, a pitaia representa a nova fronteira produtiva da região.

A cultura, que começou a ganhar força nos últimos anos, hoje envolve mais de 300 famílias no sul catarinense. A expectativa para a safra atual é de aproximadamente 1.200 toneladas.

Por que a pitaia cresceu tanto?

  • Adaptação à pequena propriedade rural
  • Boa rentabilidade por hectare
  • Manejo viável com mão de obra familiar
  • Apoio técnico e comercial

Produtores que migraram de culturas tradicionais encontraram na fruta uma alternativa de renda estável e compatível com a realidade da agricultura familiar.

A assistência técnica especializada e a pesquisa conduzida por instituições regionais foram determinantes para esse avanço.

Pecuária de corte: nova frente de expansão

A diversificação também inclui a pecuária de corte, que vem ganhando espaço como atividade complementar ao cultivo de grãos.

Com acompanhamento técnico em genética, reprodução e gestão, os produtores têm buscado elevar a qualidade do rebanho e melhorar os índices produtivos.

A estratégia é reduzir riscos e ampliar fontes de receita, fortalecendo a sustentabilidade econômica das propriedades.

Fertilizantes organominerais e agricultura regenerativa

Outro ponto alto da feira foi o lançamento de fertilizantes organominerais com foco em agricultura regenerativa.

Os novos produtos unem:

  • Liberação gradual de nutrientes
  • Maior presença de carbono orgânico
  • Melhor aproveitamento do nitrogênio
  • Fortalecimento da biologia do solo

A proposta é aliar produtividade e sustentabilidade, promovendo equilíbrio entre nutrição mineral e saúde do solo.

Especialistas destacam que a adoção correta dessas tecnologias pode resultar em maior rentabilidade e eficiência no uso de insumos.

Crédito rural e cooperativismo: apoio financeiro estratégico

O desenvolvimento tecnológico só é possível com acesso a crédito rural estruturado.

Durante o evento, cooperativas financeiras apresentaram linhas de financiamento voltadas à modernização das propriedades, aquisição de máquinas e custeio agrícola.

A integração entre cooperativa agropecuária e cooperativa de crédito fortalece o produtor, garantindo suporte técnico e financeiro.

Um polo de inovação no sul de Santa Catarina

O Campo Agroacelerador Coperja se consolidou como vitrine de inovação no campo.

Entre os destaques apresentados:

  • Máquinas agrícolas de última geração
  • Drones para monitoramento de lavouras
  • Sistemas de plantio direto
  • Tecnologias para fruticultura e grãos
  • Projetos voltados à agricultura sustentável

A troca de conhecimento entre produtores, técnicos e empresas cria um ambiente colaborativo que acelera o desenvolvimento regional.

Conclusão

O Campo Agroacelerador Coperja demonstra como o cooperativismo pode transformar realidades no campo.

Ao unir pesquisa, tecnologia, crédito rural e diversificação produtiva, o evento contribui diretamente para o fortalecimento do agronegócio em Santa Catarina.

Mais do que apresentar novidades, a feira reforça que inovação e cooperação são caminhos essenciais para garantir renda, sustentabilidade e qualidade de vida às famílias rurais.

Sair da versão mobile